contribuições multidisciplinares...
comentar
publicado por Wood, em 12.11.08 às 23:22link do post | adicionar aos favoritos

"Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
(...) Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a eutanásia pode ser dividida em dois grupos: a "eutanásia activa" e a "eutanásia passiva". Embora existam duas “classificações” possíveis, a eutanásia em si consiste no acto de facultar a morte sem sofrimento a um indivíduo cujo estado de doença é crónico e, portanto, incurável, normalmente associado a um imenso sofrimento físico e psíquico.

A "eutanásia activa" conta com o traçado de acções que têm por objectivo pôr término à vida, na medida em que é planeada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar e a termo o acto.

A "eutanásia passiva" por sua vez, não provoca deliberadamente a morte, no entanto, com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer. São cessadas todas e quaisquer acções que tenham por fim prolongar a vida. Não há por isso um acto que provoque a morte (tal como na eutanásia activa), mas também não há nenhum que a impeça (como na distanásia).

É relevante distinguir eutanásia de "suicídio assistido", na medida em que na primeira é uma terceira pessoa que executa, e no segundo é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso disponha da ajuda de terceiros.

Etimologicamente, distanásia é o oposto de eutanásia. A distanásia defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso."
 in http://pt.wikipedia.org/wiki/Eutan%C3%A1sia


comentar
publicado por carlanela, em 12.11.08 às 21:36link do post | adicionar aos favoritos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"A eutanásia inclui sempre o acto de provocar a morte numa pessoa gravemente doente, no fim da sua vida, e a pedido desta. Os seus defensores dizem que é uma resposta a reservar apenas para situações excepcionais.
A eutanásia não é a recusa de tratamentos desproporcionados, ditos fúteis, e a eutanásia não é a suspensão desse tratamentos. Com efeito, a recusa ou suspensão de tratamentos desproporcionados é uma boa prática médica, já recomendada e aprovada recentemente em código deontológico." ...

 

"Só pode haver debate sobre um tema se houver conhecimento alargado sobre ele. Importa, pois, colocar toda a informação disponível ao serviço do público, com rigor e verdade, evitando abordagens sensasionalistas.."

 

Isabel Galriça Neto
Médica de Cuidados Paliativos;
Directora da Unidade de CP Hospital da Luz;
Assistente da Faculdade de Medicina de Lisboa
 

http://www.apcp.com.pt/index.php?sc=vis&id=353&cod=83

 

Como referi em comentario ao post Cuidados Paliativos: Apelo à conciencia e clarificação de conceitos. Falar do que se tem conhecimento é IMPORTANTE, por isso convido a ler conceitos e distingui-los http://www.apcp.com.pt/uploads/conceitos_gerais_morte_digna_e_eutanasia.pdf

 

No caso abaixo apresentado, parece-me que há alguma deturpação de mensagem: a criança nunca pediu para a "matarem" (eutanasia) mas sim, para a deixarem viver sem ter de fazer transplante (decisão terapeutica). NÃO COLOCAR TUDO NO MESMO SACO.

 

Se por ter 13 anos, deve decidir ou nao!? Nao sei responder... sei que independentemente da decisão...um direito lhe assite, que é Medicina Paliativa...

 


comentar
publicado por MAV, em 12.11.08 às 03:04link do post | adicionar aos favoritos

Não deixa de ser curioso que este blog, embora ainda sem a participação de muitos dos seus contribuidores... já vai seguindo o seu rumo (18 comentários para 5 posts...), colocando até autores contra autores, como aconteceu no post sobre os cuidados paliativos.

Quem me conhece, sabe que não poderia deixar de lançar umas achas para a fogueira, especialmente porque este é um assunto sobre o qual a sociedade vai debater nos próximos 5/7 anos.

Transcrevo parte duma notícia do Expresso:

«A história de uma menina britânica de 13 anos que pediu para "morrer com dignidade" está a comover a Inglaterra.

Hannah Jones conseguiu convencer os médicos do hospital Herefordshire Primary Care Trust de Hereford, no oeste da Inglaterra, onde está internada, a não substituir o seu coração por um novo contra a sua vontade.»


comentar
publicado por MAV, em 12.11.08 às 03:03link do post | adicionar aos favoritos

 «O Tribunal da Relação de Coimbra (TRC) revogou hoje a decisão do Tribunal de Torres Novas que remetia uma decisão final sobre a entrega da menor Esmeralda Porto ao pai para depois da apreciação de outros pedidos de regulação paternal. Luísa Calhaz, advogada do pai Baltazar Nunes, entende que, com esta decisão da Relação de Coimbra, a juíza do Tribunal de Torres Novas vai ter agora que "definir um prazo" para a entrega da menor ao progenitor.» [aqui]

Finalmente parece que este caso se começa a resolver. Finalmente...

Embora seja um caso que faz as pessoas pensarem mais com o coração do que com a razão, não posso deixar de aplaudir a decisão do TRC.

Quando aos meus motivos, pode lê-los aqui.

Categorias: ,

pesquisar
 
A Nosso Lado...
Correio Electrónico oestadodosocial(at)gmail.com

Receba os Posts no seu E-mail clique aqui
Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
15

16
17
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


arquivo das contribuições
2008

subscrever feeds